Um homem foi vítima de sequestro, agressões e tentativa de execução na noite desta terça-feira (16), em Sinop (MT). A ocorrência foi confirmada pela Polícia Militar após a vítima dar entrada no Hospital Regional do município, encaminhada pelo Corpo de Bombeiros, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
De acordo com a polícia, a guarnição foi acionada via COPOM (190) após a informação de que um homem havia sido socorrido com sinais de violência armada. No hospital, os policiais encontraram a vítima consciente e lúcida, sob cuidados médicos.
Em relato às autoridades, a vítima informou que é oriunda do estado do Pará e que passou a receber ameaças após publicar fotos em redes sociais fazendo gestos com a mão, o que teria sido interpretado por criminosos como ligação com facção rival. Segundo ele, as ameaças ocorreram por meio de aplicativos de mensagens.
Dias depois, a vítima passou a receber convites insistentes de uma mulher identificada apenas como Camila, que a chamou para ir até um estabelecimento localizado no bairro Belvedere II. Por volta das 19h do dia 16 de dezembro, o homem compareceu ao local e foi conduzido pela mulher até um espaço mais reservado nas proximidades.
Nesse momento, de quatro a cinco homens surgiram, renderam a vítima e a acusaram de pertencer a um grupo criminoso rival. Mesmo após negar repetidamente qualquer envolvimento, o homem teve seu telefone celular tomado e vasculhado pelos suspeitos.
Em seguida, a vítima foi colocada à força em um veículo, aparentemente um VW Gol G5 de cor branca, e levada até uma área de mata, cujo local exato não soube informar. No local, passou a sofrer agressões físicas e ameaças de morte. Um dos criminosos estava armado com um revólver e efetuou disparos contra o braço direito da vítima.
Após o ataque, os suspeitos fugiram em rumo desconhecido, levando o telefone celular da vítima, que estava sem chip. O homem relatou ainda ter ouvido os apelidos “Ligeirinho” e “P.K.” sendo mencionados durante a ação criminosa.
O caso foi encaminhado às autoridades competentes e será investigado pela Polícia Civil, que apura a identificação dos envolvidos e a possível ligação com organizações criminosas.










