Uma profissional da área de contabilidade, moradora de Lucas do Rio Verde (MT), foi vítima de estelionato após criminosos se passarem por representantes do seu escritório de advocacia. Os golpistas prometeram a liberação de R$ 45.568,88 referentes ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) de seu filho, que tem Síndrome de Down, e a induziram a realizar uma transferência via PIX no valor de R$ 3.000 utilizando o limite do cheque especial.
A Abordagem e a Falsa Sentença
Os criminosos entraram em contato via WhatsApp passando-se pela “Advocacia Fratari”, escritório que de fato representa a vítima em uma ação em andamento. Eles informaram que a sentença havia sido aprovada e solicitaram uma conta bancária com movimentação ativa para realizar o depósito do benefício. Acreditando na veracidade da mensagem, a vítima forneceu os dados de sua conta no banco Sicredi.
A Engrenagem do Golpe: O Falso Representante do STJ
Para dar continuidade à fraude, os golpistas informaram que a vítima precisaria participar de uma reunião online, via WhatsApp, com um suposto representante oficial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), identificado como Vitor Bueno.
Durante a videochamada realizada para o celular corporativo da vítima (com DDD 65 e a câmera do golpista desligada), o criminoso utilizou técnicas de pressão psicológica para confundir a mulher:
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Exigiu a atualização do aplicativo bancário durante a ligação.
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Ao notar que a conta estava negativa, orientou a vítima a pedir um depósito a uma colega de trabalho para “regularizar” o saldo.
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Instruiu a vítima a acessar a área PIX e copiar um QR Code, alegando que o procedimento era apenas uma “autorização” exigida pelo STJ, e não um pagamento.
Prejuízo e Providências Imediatas
Mesmo desconfiando do procedimento, a vítima cedeu à pressão e concluiu a operação. Ao perceber que havia realizado uma transferência de R$ 3.000 consumindo o limite do seu cheque especial, confrontou o suposto advogado, que ainda sustentou a mentira alegando tratar-se do pagamento de impostos que seriam devolvidos.
Imediatamente após constatar o golpe, a moradora de Lucas do Rio Verde tomou as seguintes providências:
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Bloqueou o contato dos criminosos.
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Acionou a gerência de sua conta no Sicredi para solicitar o bloqueio cautelar do PIX e tentar a reversão do valor através do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
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Registrou o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil para formalizar o caso e apresentar a documentação à instituição financeira.













