Jovem cai em golpe do “promotor do stj” e perde quase R$ 85 mil em Lucas do Rio Verde

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Uma jovem de 19 anos foi vítima de um golpe de estelionato na tarde desta segunda-feira (4), em Lucas do Rio Verde, após criminosos se passarem por um suposto promotor ligado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e prometerem a liberação de uma quantia elevada de dinheiro.

De acordo com o boletim de ocorrência , o crime aconteceu por volta das 16h08 e teve início após o pai da vítima receber mensagens de um suposto fornecedor, informando que uma pessoa vinculada ao STJ entraria em contato.

Pouco tempo depois, a família recebeu uma ligação via WhatsApp. Na chamada, o criminoso se apresentou como “promotor” e afirmou que iria liberar um valor de R$ 74.087,11 referente a uma suposta causa judicial ganha.

Durante a conversa, os golpistas passaram a orientar a vítima a fornecer dados bancários e até gravar a tela do celular, alegando que seria necessário para concluir o procedimento.

golpe envolveu transferências via pix

Convencida de que receberia o valor prometido, a jovem foi induzida a realizar diversas transferências via Pix para contas indicadas pelos criminosos. Segundo o registro policial, os pagamentos foram feitos por meio de códigos “copia e cola”.

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Ao todo, foram transferidos R$ 84.999,97 para diferentes contas bancárias.

O golpe só foi interrompido quando a vítima se preparava para realizar uma nova transferência, no valor de R$ 50 mil. Nesse momento, o pai percebeu que se tratava de um crime e conseguiu impedir que o prejuízo fosse ainda maior.

como o golpe funcionava

A motivação do crime foi claramente financeira. Os criminosos utilizaram engenharia social, criando uma narrativa falsa envolvendo autoridade judicial e promessa de liberação de dinheiro para induzir a vítima ao erro.

O uso de termos jurídicos, pressão psicológica e urgência no processo foram fatores determinantes para que a vítima realizasse as transferências.

investigação

O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil. As autoridades devem apurar a identificação dos envolvidos e rastrear os valores transferidos.

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