Ao todo, a operação cumpre 11 mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões, bloqueios de contas bancárias, sequestro de veículos e quebra de sigilos telemáticos. As ações ocorrem em várias cidades estratégicas do estado, incluindo Lucas do Rio Verde, considerado um dos pontos-chave do esquema.
De acordo com as investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Draco, o grupo atuava de forma altamente estruturada, com participação de funcionários do setor agrícola, incluindo classificadores, responsáveis pelo controle de carga e motoristas.
O esquema funcionava com ordens de carregamento falsificadas. Caminhões entravam normalmente em uma fazenda em Campo Novo do Parecis, sem passar pelos procedimentos obrigatórios de conferência e classificação dos grãos. Após o carregamento irregular, saíam do local transportando a soja desviada para destinos ainda desconhecidos.
As fraudes ocorreram entre os dias 2 e 9 de maio de 2025, período em que foram identificados pelo menos 14 carregamentos irregulares, totalizando cerca de 701 toneladas de soja desviadas.
O delegado responsável pelo caso destacou que as medidas judiciais buscam não só interromper as atividades do grupo, mas também aprofundar as investigações e tentar recuperar parte do prejuízo causado.
O nome da operação, “Joio”, simboliza a necessidade de separar o que é legítimo do que é fraudulento dentro da cadeia produtiva do agronegócio — um recado direto contra esquemas que tentam se infiltrar no setor.
A ação também integra a Operação Redecarga, de âmbito nacional, coordenada pelo Ministério da Justiça, voltada ao combate de crimes envolvendo cargas em todo o país.
As investigações continuam e não estão descartadas novas prisões nas próximas horas, inclusive com possíveis conexões mais profundas em Lucas do Rio Verde e região.















