Mulher pede socorro por bilhete, é resgatada pela PM e relata três dias de cárcere privado e tortura

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Uma ocorrência grave de cárcere privado, tortura e violência doméstica mobilizou a Polícia Militar em Várzea Grande MT, após uma mulher conseguir pedir ajuda jogando um bilhete por cima do muro para um vizinho, solicitando socorro. O caso foi registrado em uma kitnet, onde a vítima era mantida presa pelo suspeito.

A viatura da Polícia Militar foi acionada via CIOSP após a informação de que uma mulher estaria pedindo ajuda de forma desesperada. Ao chegar ao local, os policiais fizeram contato inicialmente com o proprietário do imóvel, que autorizou a entrada da equipe.

No interior da kitnet, a equipe se dirigiu até um quarto que estava entreaberto e tentou contato com o suspeito. Em um primeiro momento, ele se mostrou hostil, questionou a presença da polícia e tentou impedir a entrada dos militares, alegando que eles não possuíam mandado.

Na sequência, os policiais chamaram pela vítima, que saiu do quarto chorando, em visível estado de abalo emocional, relatando que estava sendo mantida em cárcere privado há cerca de três dias, desde o dia 13 de dezembro. Em desespero, a mulher afirmou: “Graças a Deus vocês chegaram”.

Os militares constataram que a vítima apresentava diversos ferimentos pelo corpo, incluindo inchaços nos olhos, lesões na cabeça e sinais evidentes de agressões. Questionada, ela relatou que o suspeito teria cortado seus cabelos, perfurado sua perna com uma tesoura e usado uma faca para provocar cortes entre os dedos das mãos, além de agressões constantes, causando fortes dores.

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Segundo a vítima, as agressões começaram após o suspeito ver uma foto antiga dela com um amigo em um aplicativo. Desde então, ele teria passado a apresentar comportamento de ciúmes obsessivo, praticando torturas físicas e psicológicas, além de ameaças de morte.

Diante da gravidade dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, algemado conforme a Súmula Vinculante nº 11 do STF. Ele foi apresentado sem lesões corporais para as providências legais cabíveis.

O caso segue sob investigação e a vítima deverá receber acompanhamento e medidas de proteção previstas na legislação.

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