Mulher diz viver do Bolsa Família e afirma desconhecer crimes do namorado, apontado como novo líder do CV

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Uma mulher identificada como Eduarda Souza Reis afirmou à polícia que é beneficiária do programa Bolsa Família e que acreditava que o namorado, Thiago Henrique Alves de Oliveira, de 33 anos, aplicava golpes por meio de plataformas online. Thiago é apontado pelas autoridades como novo líder da facção criminosa Comando Vermelho e foi preso nesta semana pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, no momento em que o suspeito desembarcava de um voo, acompanhado de Eduarda. O casal retornava de Natal (RN).

Tentativa de destruir provas

De acordo com a DHPP, durante a abordagem dentro da aeronave, Thiago tentou quebrar o próprio aparelho celular, o que levantou ainda mais suspeitas dos investigadores. No cumprimento de mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram celulares e cerca de R$ 10 mil em dinheiro.

Questionado sobre a origem do valor, o faccionado alegou que o dinheiro pertencia à esposa. Eduarda também confirmou a versão e disse que o montante seria fruto de trabalho com programas sexuais.

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Depoimento da mulher

Após prestar depoimento, Eduarda foi liberada, enquanto Thiago permaneceu preso. À polícia, a mulher declarou que não possui conta bancária e que sua única renda fixa seria proveniente do Bolsa Família.

“Só via ele falar no meu telefone. Ele nem saía de casa. Eu acho que ele aplicava golpes na OLX. Eu não tenho conta em banco, só tenho o Bolsa Família”, relatou.

Segundo ela, o relacionamento com Thiago durava cerca de seis meses.

Investigação por homicídios

Thiago Henrique Alves de Oliveira é investigado por envolvimento na execução de Carlos Alberto Pereira, morto a tiros juntamente com o enteado, Uendel Felipe Pereira, em um campo de futebol no bairro Jonas Pinheiro 3, em Cuiabá, no mês de setembro.

No mesmo período, Edson Amaral de Moura, conhecido como “Baleia”, também foi executado com diversos disparos em uma rua residencial do bairro Jonas Pinheiro. A vítima possuía antecedentes criminais e fazia uso de tornozeleira eletrônica.

As investigações seguem em andamento para apurar a participação do suspeito nos crimes e a possível ligação com outros homicídios registrados na capital.

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